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Infecções de pele nos cães: dermatites alérgicas

As doenças dermatológicas costumam ser o maior motivo de visitas dos cães ao médico-veterinário. Suas causas são muito variadas e normalmente requerem longos tratamentos até que sejam curadas. A dermatite alérgica à picada de ectoparasitas (pulgas e carrapatos), conhecida como DAPE, é considerada um dos distúrbios alérgicos cutâneos mais comuns em cães. Ela é caracterizada por uma reação de hipersensibilidade a proteínas presentes na saliva de pulgas e carrapatos que são eliminadas durante a picada dos ectoparasitas. Aparentemente não há propensão em relação a sexo ou a raças para o surgimento da DAPE que pode acometer animais de qualquer idade, sendo a faixa etária entre 3 e 5 anos o período de vida mais comum para o desenvolvimento dessa patologia. A doença tem aspecto frequentemente sazonal, no entanto, em climas subtropical e tropical, como no Brasil, há relatos de prevalência dessa patologia durante o ano todo, sendo notado a diminuição da frequência e severidade da doença em regiões em que há a utilização de produtos específicos para o controle das pulgas e carrapatos. Não há um padrão de lesão típico da enfermidade que permita a diferenciação entre as outras dermatites alérgicas. Os sinais clínicos manifestados são variados, dependendo do grau de alergia que o animal tem, porém a evolução das lesões costuma ser rápida. Em animais sensíveis à picada de ectoparasitas, mesmo em meio a pequenas infestações, a manifestação clínica será mais grave se comparada aos animais não alérgicos que mesmo altamente infestados, apresentam lesões menos severas.


A coceira intensa é o sintoma primário, sendo também observado em cães lesões por mordeduras ao redor do ânus e na base da cauda, se estendendo para a região das costas, nas coxas, abdômen e pescoço. As lesões são avermelhadas, seguidas por uma coceira crônica, alopecia (áreas sem pêlo), crostas hemorrágicas e escurecimento da pele.


A dermatite canina pode ter várias causas, logo, o tratamento vai depender do que está causando o problema no animal. Por isso, é importante que o tutor leve o peludo ao veterinário para que o diagnóstico correto seja feito e o melhor tratamento receitado.


Fonte: Blog Ourofino Pet

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